A improbabilidade das coisas acontecerem são irrelevantes a partir do momento que elas acontecem.

O filme Jurassic Park trouxe a (errada) fantasia de que seria possível trazer de volta os dinossauros por meio do DNA que estava nos mosquitos. Encontrar um meio de trazer estes animais de volta é improvável, é impossível acontecer…mas aconteceu. A empresa americana Colossal Biosciences anunciou em 2021 que está trabalhando para reintroduzir na Sibéria o mamute lanoso, que está extinto há dez mil anos.

O assunto era debatido, e sempre tratado como algo que nunca fosse acontecer, seria um milagre encontrar em algum fóssil uma cadeia de DNA bem conservada a ponto de conseguirmos tal feito, mas aconteceu. Então, tournou-se irrelevante se era improvável, nossa discussão hoje é ética. Devemos trazer de volta esses animais?

Diferente da idiea apresentada em Jurassic Park, o processo consiste em fazer a reconstrução do seu DNA com base em fragmentos obtidos nos fósseis congelados e preencher os espaços com material genético do elefante asiático. O DNA seria introduzido em células embrionárias do animal, e o embrião, implantado no útero de uma elefanta.

Se cruzarmos essa fronteira não teremos exatamente um mamute, mas um híbrido, afinal, filho de elefanta, mamute não é.

No site da empresa Colossal, eles detalham tudo (em inglês) e listam 10 motivos para trazer os bichos de volta à vida, você pode conferir em https://colossal.com/mammoth/

O processo de inovação em si pode trazer descobertas pelo caminho, e no fundo é legal ver a que ponto tecnológico chegamos. A caminhada é longa e deve levar alguns anos, mas quando chegarmos lá, vamos perceber que a improbabilidade das coisas acontecerem são irrelevantes a partir do momento que elas acontecem.

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