A Máquina que Mudou o Mundo

O Japão nem sempre foi a potência industrial que é hoje, após a segunda guerra eles precisaram se reinventar, e criaram uma maneira de fazer as coisas, que tornou-se um padrão da maioria das grandes empresas, no oriente e ocidente.

Em 1990 os americanos James Womack, Daniel Jones e Daniel Ross publicaram o livro “A Máquina que mudou o mundo”, este foi o maior e mais detalhado estudo já empreendido em qualquer indústria, no caso,  a automotiva, duas vezes no século XX a indústria automobilística modificou as idéias fundamentais sobre como produzir.

Assim como a produção em massa eliminou a artesanal, a revolucionária produção enxuta está tornando a produção em massa obsoleta.

E apesar de já existir há alguns anos, pela primeira vez a manufatura enxuta foi trazida ao grande público, o mundo conheceu o termo Lean Manufacturing, e os seus princípios.

O conceito de Just-in-Time foi desenvolvido na década de 1930 por Kiichiro Toyoda, filho de Sakichi e fundador do ramo automobilístico da Toyota. Ele determinou que as operações da empresa não teriam excesso de estoque e que a Toyota lutaria para trabalhar em parceria com seus fornecedores, a fim de nivelar a produção. Sob a liderança de Ohno, o Just-in-Time tornou-se um sistema singular de fluxos de materiais e informações para evitar o excesso de produção, ou seja, conseguir uma produção enxuta.

Após a Segunda guerra mundial o Japão sofria com as condições sociais, políticas e econômicas. Neste período houve uma enorme demanda por diversos produtos, como alimentos, materiais de construção e roupas. No entanto, as empresas que ainda sobreviviam apostavam na produção em massa, mas era impossível se pensar em uma indústria automobilística que produzisse em massa tendo em vista a falta de matéria-prima, de operários e de dinheiro para realizar investimentos.

Por conta disso, estabelecer um sistema fordista (produção em massa) era algo impossível naquele contexto. E para lidar com esta situação, eles precisaram elaborar um sistema de produção que não necessitava de altos estoques, que manteria o fluxo de caixa muito mais dinâmico e que conseguiria atender a diversas demandas, produzindo itens personalizados com eficiência.

Este novo sistema, o Toyota Production System, ou TPS, gerou resultados muito mais rápido do que seus criadores imaginaram,  em poucos anos, não só a Toyota, mas também outras empresas japonesas que aderiram ao modelo de produção enxuta já estavam exportando seus produtos competitivamente no mercado internacional.

O objetivo da Manufatura Enxuta é entregar ao cliente o maior valor possível, investindo o mínimo de recursos possíveis — ou seja, ela é focada na eficiência dos processos de produção, foi um dos segredos para o sucesso do Japão e por ele ter se tornado uma das maiores potências econômicas do planeta.

Pior do que treinar um funcionário e ver ele sair, é não treinar e ver ele ficar. Não dá para crescer 20% se as pessoas não crescerem 20%”  (Ricardo Jordão Magalhães)

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